terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Unidade de Saúde da Terra Firme em caos.

Medicamentos em falta, poucos médicos para atender a população e muita reclamação. Foi em meio a este cenário de caos que representantes de 14 órgãos que fazem parte da Rede de Controle da Gestão Pública no Estado, incluindo o Ministério Público Federal e Estadual, Auditoria Geral do Município de Belém e Tribunal de Contas dos Municípios, encontraram a Unidade Municipal de Saúde do bairro da Terra Firme.

A unidade foi escolhida, em junho do ano passado, pelo secretário municipal de Saúde, Sérgio Pimentel, para ser a unidade modelo de Atenção Básica. Na época, o secretário firmou um acordo com o MPF se comprometendo a melhorar a situação da unidade com a ampliação do espaço físico, capacitação de funcionários, adequação da escala de médicos, controle do estoque de medicamentos etc.

Dos dez compromissos firmados com o MPF, ficou constatado que nenhum foi cumprido. “Fizemos o acordo no ano passado e o prazo dado para a secretaria se ajustar foi no final do ano passado. Estamos vindo alguns dias depois do prazo estipulado e vimos que a situação continua precária”, ressaltou o procurador da República, Alan Mansur.

O auditor do TCM Alcimar Lobato e o diretor adjunto de Apoio aos Municípios Cleber Mesquita disseram que haverá reflexos na prestação de contas da Sesma.

A visita, que aconteceu na manhã de ontem, pegou muita gente de surpresa. “Não sabíamos que eles vinham. Infelizmente a realidade encontrada hoje não é a melhor. Estamos com medicamento em falta e as obras de ampliação ainda não foram concluídas”, admitiu o gerente da unidade, Marcelo Dias.

Já a coordenadora de Ações de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), Odineia Silva, usou como contexto a falta de segurança no bairro para justificar o caos encontrado na unidade de saúde. “Nós tentamos nos ajustar, o problema é que os médicos não querem trabalhar aqui. Não podemos colocar medicamentos na farmácia, porque os bandidos roubam”.

Os argumentos da coordenadora não convenceram o Ministério Público. “O que está acontecendo aqui é um descaso com a comunidade. A questão da segurança é fácil de ser resolvida, basta querer”, enfatizou Ivan Costa, representante do MPE.

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