terça-feira, 29 de março de 2011

Movimento Solidariedade no Bairro do Marco

Em reunião realizada hoje 29/03 durante almoço em um restaurante da capital Paraense, os companheiros Nonato Guimarães e Rogério Corrêa, membros da direção estadual do Movimento Solidariedade aprofundaram o dialogo com o companheiro Rodrigo Leite, que está compondo a partir desta data o Coletivo interno do PT do Pará.


O Movimento está passando por um processo de reestruturação nas cidades por onde existem militantes interessados em dialogar com o coletivo, ou se afinam ideologicamente com o nosso manifesto.


Particularmente em Belém, o Partido dos Trabalhadores está um pouco distante das lutas e das bandeiras de lutas dos movimentos sociais organizados e nessa nova fase o movimento tentará contribuir para essa reaproximação do partido com as bases, com uma atenção especial ao bairro do Marco, onde teremos a tarefa de organizar a AMBAM - Associação dos Moradores do Bairro do Marco e o Movimento de mulheres, ambos envolvidos na regularização fundiária e outras questões do bairro.


Após a conversa Rodrigo lançou nas redes sociais o seguinte texto: Nossa luta e contra os opressores, contra os grandes latifundiarios, contra os dominantes das pequenas riquezas dos pobres. talvez seja uma luta onde jorre sangue, mais que não será esquecida pelo povo do Pará. Estou convicto da minha decisão, sou de Belém, sou do Pará, sou do Movimento Solidariedade / PT, Pois ainda acredito nas lutas de massas dos movimentos sociais do campo e da cidade. Saudações Socialistas.

Rodrigo Leite.
Confira o Manifesto de Lançamento do Movimento Solidariedade:
Nós, filiados e filiadas do Partido dos Trabalhadores, militantes de diversas tendências internas do PT/ PARÁ, reunidos no Município de Irituia na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, dia 12 de fevereiro de 2009, preocupados com as adversidades políticas que apresenta o nosso Partido, com uma hierarquia de parlamentares ou de outros cargos eletivos, que se afastou do trabalho de base e das relações socialistas de solidariedade.Aprendemos muito nesta trajetória, passamos a sonhar com liberdade, justiça e fraternidade. Passamos a acreditar numa perspectiva de construir uma sociedade socialista no Brasil. Entretanto, o desvio personalista do culto das lideranças, a ausência de referenciais de solidariedade e de respeito à nossa militância, a dificuldade de afirmar novos paradigmas que acenda a chama da esperança e a renovação de nossas utopias, têm nos preocupado, e ao mesmo tempo nos anima a buscar alternativas de construção de uma sociedade socialista e solidária.Lançamos uma idéia de organizarmos um movimento denominado SOLIDARIEDADE que exercite a prática de novas relações de companheirismo, de respeito ao outro, de valorização das relações humanas, que temos como meta a luta permanente pela qualidade de vida com liberdade e democracia.Somos favoráveis à luta institucional e a via eleitoral, compreendemos que é possível sermos solidários e ao mesmo tempo administrarmos mandatos eletivos, fazer o trabalho de base, lutar pela vida e valorizar a militância do cotidiano.Queremos afirmar ao conjunto de todos e todas que constrói o PT no Pará e no Brasil, que estamos apresentando um MOVIMENTO SOLIDARIEDADE, PT SOCIALISTA.

Morre José Alencar


O empresário e ex-vice-presidente José Alencar Gomes da Silva, 79 anos (17 de outubro de 1931), morreu nesta terça-feira (29/03), após longa batalha contra o câncer. Segundo o boletim médico, a causa da morte foi falência múltipla de órgãos. O ex-vice-presidente foi hospitalizado na tarde de ontem (28/03) depois de sentir fortes dores abdominais.
Em Coimbra (Portugal), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que frequentemente visitava Alencar, acompanhava o estado de saúde do amigo. Ele chegou a telefonar para o médico do ex-vice-presidente. Alencar tinha recebido alta do Hospital Sírio-Libanês há 12 dias. No início de janeiro, Alencar disse que lutava para não morrer.
Nos últimos anos, as sessões de quimioterapia e as hospitalizações fizeram parte da rotina de Alencar. Desde 1997, ele enfrentou 17 cirurgias para extrair tumores malignos. O câncer na região do abdome foi descoberto em 2006. O empresário também enfrentou câncer no rim, no estômago e na próstata. Casado há 55 anos com Mariza Gomes da Silva, de 75 anos, deixa três filhos (Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia) e sete netos.

terça-feira, 22 de março de 2011

Tudo sobre o dia mundial da água


A OECD – Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, divulgou um relatório preocupante sobre o uso da água no planeta, reportando que milhões de pessoas não tem acesso e muitas outras não estão com condições sanitárias adequadas.
Você sabia que mais de 1 bilhão de pessoas não tem acesso a água potável?
Você sabia que cerca de 2,6 bilhões de pessoas não possuem acesso a condições sanitárias básicas?
Você sabia que provendo água limpa à população é possível reduzir drasticamente as doenças e oferecer saúde digna aos acometidos?
Não é necessário nem dizer que tais medidas podem de outro lado liberar o tempo das pessoas para a Educação e também ajudar no crescimento da produtividade no trabalho.
Esta é a primeira vez na história da humanidade que a maioria da população mundial vive em cidades: 3,3 bilhões de pessoas. E a paisagem urbana continua a crescer. 38% do crescimento é representado pela expansão das favelas, enquanto a população das cidades aumentam mais rápido do que infra-estrutura pode se adaptar.
O objetivo do Dia Mundial da Água 2011 é chamar a atenção do mundo para o impacto do rápido crescimento urbano, industrialização e as incertezas provocadas pelas mudanças climáticas, os conflitos e as catástrofes naturais em sistemas urbanos de água.
O tema deste ano é água para as cidades: responder ao desafio urbano, incentivar os governos, organizações, comunidades e indivíduos a participarem ativamente na resolução do desafio da gestão das águas urbanas.
O Dia Mundial da Água é realizado anualmente em 22 de Março, como forma de concentrar a atenção sobre a importância da água doce e defender o manejo sustentável desta. A cada ano, no Dia Mundial da Água, é destacado um aspecto específico da água doce.

domingo, 13 de março de 2011

Contra agenda negativa, Dilma investe em Copa, obras, pré-sal e plano anti-miséria


Agência T1: A presidente Dilma Rousseff vai iniciar uma nova etapa do governo após o Carnaval. Depois de anunciar o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento e assumir o compromisso de combater a inflação, a presidente vai dedicar-se a projetos de longo prazo que rendam dividendos em 2014 – ano da eleição presidencial. Provavelmente em abril, Dilma vai lançar o Plano Nacional de Erradicação da Miséria, um dos principais compromissos assumidos durante a campanha presidencial. Também vai retomar parte de sua atuação como gerente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e cobrar agilidade nas obras do setor elétrico, nos investimentos do pré-sal e na preparação das 12 cidades-sede para a Copa do Mundo de 2014. (Valor Econômico)
O plano de erradicação da miséria está sendo guardado sob sigilo no governo. A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, coordena, desde o início de janeiro, um grupo interministerial formado por mais de dez pastas para aprofundar os programas sociais da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva e definir novos caminhos. Dilma estabeleceu como meta extinguir a pobreza extrema no país, que hoje atinge aproximadamente 14 milhões de pessoas. Em mensagem divulgada ontem por ocasião do Dia Internacional da Mulher, a presidente disse estar convencida de que uma política bem-sucedida de eliminação da miséria deve ser focada na mulher e na criança. “No Brasil, a pobreza tem cara: ela é muito feminina, está ligada às mulheres. Quanto mais pobre a família, maior a chance de que ela seja chefiada por uma mulher. Estou convencida de que uma política bem-sucedida de eliminação da miséria deve ser focada na mulher e na criança.”
Nessa fase Dilma também está preocupada com as dificuldades do país em tornar realidade as grandes obras de infraestrutura. No setor elétrico, a presidente substituiu os apadrinhados do PMDB em Furnas e na Eletrobras por nomes ligados diretamente a ela: Flávio Decat e José Carvalho da Costa Neto, respectivamente. Dado o sinal de que pretende acompanhar de perto o setor, passou a cobrar pressa nas obras das três principais hidrelétricas – Jirau, Santo Antônio e Belo Monte. O Valor apurou que os três empreendimentos enfrentam dificuldades. No caso de Belo Monte, por exemplo, o governo precisa definir quem substituirá a Bertin no Consórcio Norte Energia. A escolhida deve ser a Vale. Incomoda ao governo, de acordo com interlocutores da presidente, o caráter personalista do empresário Eike Batista – outro cotado para substituir a Bertin. Eike também é visto como um empresário que associa-se a empreendimentos para, futuramente, desfazer-se deles, beneficiando-se dos lucros da operação.
Em Jirau e Santo Antonio, as obras estão mais avançadas. A primeira terá condições de operar em 2012, mas dependerá do Linhão de Transmissão do Rio Madeira. Santo Antônio, a princípio, poderá começar a gerar energia ainda neste ano. Mas os dois consórcios estão em litígio. O consórcio de Santo Antônio conseguiu, junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a autorização para aumentar em 50 centímetros a cota de água que vai alimentar suas turbinas. O grupo empresarial que controla Jirau reclama que essa mudança vai diminuir a potência extra planejada em 25 MW médios, o que representaria uma diminuição de R$ 30 milhões/ano no bolso dos acionistas. A presidente também informou a pessoas próximas a decisão de acelerar os investimentos na camada pré-sal. Brasil e Estados Unidos negociam uma estratégia para que o país se torne um grande exportador de gás e petróleo para os americanos. Dilma enxerga no pré-sal um grande estimulador para a produção de sondas e plataformas da Petrobras, de navios pela indústria naval e ainda uma riqueza capaz de gerar recursos para investimentos em educação e meio ambiente. Especialistas no assunto lembram, contudo, que todos estes planos estão ameaçados caso o governo não consiga definir com clareza o critério para os royalties, uma briga iniciada ainda no governo Lula entre os Estados produtores e os demais. No caso das obras da Copa do Mundo de 2014, Dilma já avisou ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin e ao prefeito da capital, Gilberto Kassab, que não vai tolerar adiamento nas obras de melhoria urbana. Fez o mesmo no Rio e na Bahia e, segundo pessoas próximas, agirá assim com todos os governadores que, na sua avaliação, estiverem “fazendo corpo mole”.