sábado, 29 de janeiro de 2011

Prédio em construção de 32 andares desaba em Belém.

Um prédio residencial em construção com 32 andares desabou em Belém, no Pará, por volta das 14 horas deste sábado, 29. Ainda não há informação sobre vítimas. A obra ficava no bairro Nazaré, na Travessa 3 de Maio, entre as avenidas Governador José Malcher e Governador Magalhães Barata, e seria entregue em novembro deste ano.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a Real Engenharia, empresa responsável pela obra, informou que cinco funcionários trabalharam no local neste sábado, e o turno se encerraria ao meio-dia, duas horas antes da tragédia. Porém, ainda não há certeza de que a obra estava vazia no momento do acidente.
Os bombeiros permanecem no local em busca de possíveis vítimas e contam com apoio de maquinário pesado, como retroescavadeiras, pás mecânicas e caminhões para a retirada dos escombros, segundo o coronel Reis.
A estudante de engenharia civil Inara Cavalcanti, de 19 anos, proprietária de um apartamento no oitavo andar do edifício, soube do desastre pela irmã. "Ela me ligou dizendo que o prédio tinha caído e fui lá correndo ver", contou.
Segundo Inara, o empreendimento se chamava Real Class e teria 34 andares - 30 de apartamentos e 4 de áreas comuns -, dos quais 32 já estavam construídos.
Confira como seria o prédio concluído.
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Unidade de Saúde da Terra Firme em caos.

Medicamentos em falta, poucos médicos para atender a população e muita reclamação. Foi em meio a este cenário de caos que representantes de 14 órgãos que fazem parte da Rede de Controle da Gestão Pública no Estado, incluindo o Ministério Público Federal e Estadual, Auditoria Geral do Município de Belém e Tribunal de Contas dos Municípios, encontraram a Unidade Municipal de Saúde do bairro da Terra Firme.

A unidade foi escolhida, em junho do ano passado, pelo secretário municipal de Saúde, Sérgio Pimentel, para ser a unidade modelo de Atenção Básica. Na época, o secretário firmou um acordo com o MPF se comprometendo a melhorar a situação da unidade com a ampliação do espaço físico, capacitação de funcionários, adequação da escala de médicos, controle do estoque de medicamentos etc.

Dos dez compromissos firmados com o MPF, ficou constatado que nenhum foi cumprido. “Fizemos o acordo no ano passado e o prazo dado para a secretaria se ajustar foi no final do ano passado. Estamos vindo alguns dias depois do prazo estipulado e vimos que a situação continua precária”, ressaltou o procurador da República, Alan Mansur.

O auditor do TCM Alcimar Lobato e o diretor adjunto de Apoio aos Municípios Cleber Mesquita disseram que haverá reflexos na prestação de contas da Sesma.

A visita, que aconteceu na manhã de ontem, pegou muita gente de surpresa. “Não sabíamos que eles vinham. Infelizmente a realidade encontrada hoje não é a melhor. Estamos com medicamento em falta e as obras de ampliação ainda não foram concluídas”, admitiu o gerente da unidade, Marcelo Dias.

Já a coordenadora de Ações de Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), Odineia Silva, usou como contexto a falta de segurança no bairro para justificar o caos encontrado na unidade de saúde. “Nós tentamos nos ajustar, o problema é que os médicos não querem trabalhar aqui. Não podemos colocar medicamentos na farmácia, porque os bandidos roubam”.

Os argumentos da coordenadora não convenceram o Ministério Público. “O que está acontecendo aqui é um descaso com a comunidade. A questão da segurança é fácil de ser resolvida, basta querer”, enfatizou Ivan Costa, representante do MPE.

Juiz suspende direitos políticos de ex-prefeito de Santa Luzia do Pará.

O juiz André Filo-Creão da Fonseca, da Comarca de Santa Luzia do Pará, suspendeu os direitos políticos do ex-prefeito do município, Raimundo Nonato Vieira da Costa pelo período de três anos.
A decisão foi em resposta à ação de improbidade administrativa movida pelo Município de Santa Luzia contra ele por atos tidos como irregulares.
O magistrado impôs ainda ao réu multa correspondente a dez vezes o valor da remuneração percebida como prefeito, bem como a pena de “proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritária, pelo prazo de três anos”.

Jatene retira da Alepa projetos do PT.

O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), decidiu retirar da Assembleia Legislativa todos os projetos do governo anterior. Ao todo, doze projetos, que estavam em tramitação, saíram de pauta e devem ser reexaminados pelos assessores de Jatene. Um dos projetos era um pedido da ex-governadora Ana Júlia Carepa (PT) de empréstimo de R$ 1 bilhão. Outros tratavam da concessão de gratificação por tempo integral para todos os policiais militares e da Lei Orgânica do Fisco estadual.
O presidente da Assembleia, deputado Domingos Juvenil, informou ter autorizado o levantamento total dos projetos para devolvê-los ao gabinete do governador. Alguns ainda aguardavam pareceres nas comissões. Havia a expectativa de votação desses projetos no retorno do recesso parlamentar. Para o líder do PSDB na Assembleia, deputado José Megale, o governador agiu com "extrema responsabilidade" ao mandar retirar os projetos de tramitação. Megale disse que, durante a transição, o governo de Carepa não distribuiu cópias dos projetos.
Como o Estado enfrenta problemas de caixa deixados pelo governo anterior, Megale acrescentou que Jatene precisa avaliar a situação. No caso do projeto que concede benefícios aos policiais militares, o deputado acredita que haveria impacto na folha dos servidores. Segundo ele, depois de analisados, alguns projetos poderão retornar à Assembleia.
Carepa chamou a decisão de Jatene de "autoritária e absurda". Ela disse que o projeto poderia até ter voto contrário da bancada governista ou sofrer mudanças durante o período de tramitação, mas jamais ser retirado. Jatene tem dito que não pretende mexer em programas que "deram certo" no governo de Carepa, como o Navegapará, de inclusão digital de jovens carentes no interior do Estado. (AE)

A previsão é de muita chuva.

A chuva é uma parte simbólica da identidade paraense e, nos primeiros meses do ano, ela se torna companheira constante e gera alguns transtornos, como os observados na madrugada do último sábado com o alagamento de vários bairros de Belém.

Para hoje (25) e amanhã (26), segundo o coordenador do Instituto Nacional de Meteorologia no Pará (Inmet), José Raimundo Abreu, a previsão é de chuva intensa, quando está previsto um volume de água de 100 mm³ (um mm³ corresponde a um litro de água).

“Antigamente, a água da chuva levava de 2 a 3 horas para escoar. Agora levam até 3 dias. É importante frisar que uma chuva de 20 mm³ durante um longo período já alaga a cidade, mas uma chuva torrencial que dure apenas uma hora causa transtornos maiores, sendo que neste mês, a média acumulada de volume de chuvas será 30% maior que a média histórica de 50 anos”, constatou José Raimundo Abreu.

“A nossa média desses dias está muito superior as das chuvas do Rio de Janeiro. O mês começou com chuvas de baixa intensidade. Até o dia 15 tínhamos acumulado 130mm³, mas somente nos dias 21 e 22 (sexta e sábado), o índice registrou um volume de 97,8 mm³ e de lá pra cá já alcançamos os 369 mm³, número próximo à média histórica de 385 mm³”, diz José Raimundo. Segundo ele, a partir de depois de amanhã a chuva ocorrerá de maneira mais maneira, o que deve reduzir a situação dos alagamentos.